O Museu Amazônico realizará nesta sexta-feira (04), às 9h, a mesa redonda “A longa história de ocupação humana na Amazônia – Central 400BC – 1500DC”. Organizada em conjunto pelo Projeto Idéias e Projeto Amazônia dos Viajantes, a mesa redonda terá como palestrantes: Eduardo Góes Neves, arqueólogo do Museu de Arqueologia da USP, Auxiliomar Ugate, do Programa de Pós-Graduação em História (Ufam) e Gilton Mendes, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (Ufam).
Esta atividade é uma da série de palestras e mesas redondas promovidas pelo Projeto Idéias, que tem por objetivo promover o debate referente às culturas amazônicas, conhecimento científico produzido na Amazônia e as produções culturais e artísticas ligadas direta ou indiretamente ao universo amazônico. Segundo o titular do Museu Amazônico, o professor Dr. Sérgio Ivan, a promoção destes eventos também serve para difundir as demais ações do Museu Amazônico a pesquisadores, estudantes e o público em geral que prestigia o evento.
“Aproveitamos esta abertura de diálogo para divulgar a exposição no Museu, além do acervo da biblioteca, mostrando que o material do Museu pode ser utilizado como fonte de pesquisa”, ressalta Sérgio Ivan.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na sede do Museu Amazônico que fica localizado na Rua Ramos Ferreira, 1036 – Centro, e funciona das 8h às 17h. O evento conta com apoio do Museu Amazônico, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Projeto Idéias
Ainda que tenha coordenação individual, o Projeto Idéias integra o plano de atividades do Museu Amazônico. Em 2007 e 2008, foi organizada uma série de encontros reunindo intelectuais, artistas, autoridades, médicos, lideranças de movimentos sociais e empresários. Estes encontros foram abertos à participação do público em geral e registrados, na medida do possível, em vídeo para a exibição na TV UFAM e para a composição do acervo do Museu.
Como conseqüência destes encontros, os indicadores de visitas ao Museu aumentaram significativamente. Houve também o aperfeiçoamento das relações do Museu Amazônico com a comunidade de Manaus. O contato com as idéias propagadas e as peças expostas nas diversas exposições possibilitou um revigorante processo de identificação cultural e, mesmo, questionamento de identidades forjadas sem a devida postura crítica por parte desta mesma população. Por fim, a política editorial do Museu Amazônico obteve, com os referidos eventos, o aporte de artigos que deverão ser publicados na Revista Amazônia em Caderno e em diversas coletâneas que vêm sendo preparadas como resultado de temas debatidos nestes encontros.
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