Resolvi ler meu antigo blog diarinho. Reencontrei esse post de 2 anos atrás (do tempo que eu tinha cabelo grande) mas que permanece muito atual. Com a proximidade do fim do ano (eu sei que ainda falta muito tempo, mas isso já está me preocupando), deve ser republicado. Espero que gostem.
Nada como um domingo em família…
Postado em 22.05.2007
Domingo passado, eu fui a um grande almoço da minha família paterna, sim, pois não apareço há mais de 2 anos lá, mas sinceramente, eu poderia passar mais 2 anos sem ir lá.
Não é que eu os odeie, longe disso, não tenho razão nem sou emo pra odiar minha família sem motivo, mas é que, como eu e minha irmã somos bem afastados deles, quando aparecemos, somos recebidos com milhões de perguntas, das mais casuais do tipo “Como vai a tua avó Irene?” às mais estranhas. Quer dizer, apenas eu sou alvejado com as perguntas, já que minha irmã vai com uma prima prum canto bem longe dos adultos. Pra falar a verdade, todos os netos ficam longe conversando, mas pra fazer o social, eu fico perto da mesa. Comendo calado.
Numa hora, juntou-se ao meu redor meu tio e meu pai:
Tio: E esse cabelo grande ai?
*bebi um pouco de refrigerante e começei a elaborar uma resposta, pensei em ser simples dizendo apenas “Eu gosto”, mas do jeito que ele é, ai pensar que eu era gay, então conclui que o melhor era dizer “A mulherada gosta!”, pegar uma cerveja e abrir com o dente! Mas antes que eu fizesse alguma leseira meu pai rompe o silêncio*
Pai: É que ele é roqueiro!
Tio: Roqueiro? Isso não é coisa de quem cheira pó?
Eu: Não é bem assim…
Tio: …
Eu: …
Tio: …
Eu: …
Pai: Ele tem uma banda de rock.
Tio: -com olhar ameaçador– E isso dá dinheiro?
*como dizer que até hoje só gastei dinheiro, nunca ganhei nada mas mesmo assim não largaria isso que faço?*
Eu: …
Tio: …
Eu: …
Tio: …
Eu: …
Pai: É só um hobby… ele tá fazendo faculdade de Jornalismo.
Tio: -de novo com olhar ameaçador– E isso dá dinheiro?
Eu: …
Tio: …
Eu: …
Tio: …
Eu: A mulherada gosta… – me levanto sem jeito e vou ver televisão.
*estava começando o jogo Flamengo e Goiás, como ninguém parecia estar vendo, fui mudando os canais até parar na Nickelodeon, onde passava Bob Esponja. Mas meu tio apareceu de novo*
Tio: Quem que tá vendo essa besteira aí? Muda pro jogo!
Eu: Quando cheguei já tava assim. — mudo do jogo — Eu não tô confiando muito nesse time do Flamengo… — antes que ele falasse alguma coisa, volto pra mesa.
3 hora depois, eu chegava em casa, são e salvo.
Arquivado em: Geral, Malandragi | Etiquetado: constrangimento, família, morte, silêncio
IUAHIUAHIAUHIAUHAI!!!
Seu cheira-pó!!!
de cabelos compridos?! hahaha
haushaushas